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TARIFA DOS EUA PODE GERAR IMPACTO DE R$ 20 BILHÕES À EMBRAER ATÉ 2030

Empresa brasileira teme perdas bilionárias com nova taxa de 50% imposta pelos Estados Unidos e estuda alternativas para mitigar os efeitos da medida


A Embraer enfrenta um cenário desafiador após o governo dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, imposta pelo presidente Donald Trump, pode gerar um impacto de até R$ 20 bilhões até 2030 para a fabricante, que tem boa parte da receita ligada ao mercado americano.


Segundo a empresa, a nova tarifa pode aumentar em até R$ 50 milhões o custo por aeronave, o que torna difícil para as companhias aéreas absorverem esse valor. Cancelamentos ou adiamentos de pedidos já são considerados, o que pode afetar a produção e os investimentos da empresa.


A previsão é de R$ 2 bilhões em perdas só em 2025. O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, comparou o impacto ao momento mais crítico da pandemia, quando a empresa precisou demitir cerca de 20% do quadro de funcionários.


Cerca de 35% da frota da Embraer é voltada exclusivamente ao mercado americano, o que dificulta a compensação das perdas em outros países. Uma das alternativas avaliadas é a ampliação da produção nos Estados Unidos, especialmente de jatos executivos, mas a baixa expectativa de crescimento da demanda torna difícil justificar um novo investimento.


No Brasil, há ainda o risco de aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, o que poderia aumentar o custo de importação de peças dos EUA, que representam cerca de 45% da produção da Embraer. O impacto seria duplo: tanto na importação de componentes quanto na exportação de aeronaves.


O governo brasileiro já iniciou conversas com o setor. Empresários pedem um prazo maior para adaptação, sugerindo o adiamento da tarifa por até 90 dias. A Embraer também busca reforçar sua importância junto às autoridades dos EUA, na expectativa de que a medida possa ser reavaliada ou flexibilizada, como já ocorreu em outros acordos internacionais.


 
 
 

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